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quarta-feira, 28 de março de 2012

Raro monólito britânico pode ter sido marcador astronómico

No Parque Peak Distrit, perto de Manchester, Inglaterra, encontra-se um estranho monólito que, admitem os investigadores, poderá ter servido como marcador astronómico há 4000 anos atrás. Passando despercebido à primeira vista, esta rocha é mais do que aquilo que parece.

Os investigadores da Universidade de Nottingham Trent vão apresentar os resultados dos estudos que têm desenvolvido, no Encontro Anglo-Germânico de Astronomia que se está a realizar naquela cidade até quinta-feira. O estudo pode ser consultado no arxiv.org.
O sítio que envolve a rocha, conhecido como Gardom's Edge, contém uma série de vestígios de monumentos da Idade do Bronze, um recinto do neolítico tardio e outras provas de grande e permanente ocupação humana.
A rocha, com 2,20 metros de altura, tem uma forma triangular em ângulo recto que se inclina para o sul geográfico. A orientação e inclinação estão alinhadas com a altitude do Sol durante metade do Verão. Os cientistas acreditam que foi colocada neste sítio para dotar o espaço de uma simbologia, através das mudanças da iluminação provocadas pelas estações do ano.
Os cientistas analisaram primeiro a microtopografia da superfície que rodeia a rocha. Encontraram pequenas pedras na sua base que definem a sua orientação, o que significa que foi colocada de forma intencional. Tal como o espaço à sua volta, a pedra será dos finais do Neolítico, acreditam os cientistas.


Um modelo feito em 3D mostra que, durante o Inverno, a parte inclinada da pedra está sempre na sombra. Durante metade do Verão, só se ilumina durante uma parte da manhã e da tarde. Na outra metade da estação quente, está iluminada todo o dia.



O monólito pode ter sido um marcador para encontros e celebrações. “Não é um relógio de Sol utilizado para determinar as horas; mas acreditamos que se erigiu para dar um significado simbólico ao lugar, tal como alguns edifícios religiosos são orientados em determinada direção por razões simbólicas”, explica Daniel Brown, professor de astronomia e coordenador do estudo.
Segundo ele, a utilização deste tipo de monumentos é bastante raro nas Ilhas Britânicas, havendo apenas alguns exemplos em New Grange (Irlanda) e Escócia. Estes estão associados a sítios de enterramento. O ciclo luz e sombra seria a simbologia utilizada para representar a eternidade, dizem os cientistas, sublinhando que o monólito de Gardom's Edge poderia também ter esta função.

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