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segunda-feira, 12 de março de 2012

Erupção solar pode afectar distribuição de electricidade e comunicações Tempestade foi a mais forte dos últimos cinco anos

A mais forte erupção solar dos últimos cinco anos, que começou anteontem, dificilmente terá consequências directas em Portugal devido à sua localização, salvaguardou Dário Passos, investigador do CENTRA-IST e da Universidade de Évora. “Só se houver um evento de muita intensidade é que poderemos sentir alguma coisa cá [em Portugal] a nível directo”, referiu o investigador, explicando que o país poderá, no entanto, sofrer consequências indirectas como problemas nas comunicações ou adiamentos de voos.

O impacto desta tempestade solar na Terra começou a sentir-se a partir das 12h de hoje, prologando-se até sexta-feira, segundo as previsões da Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera, nos Estados Unidos. A explosão de partículas poderá afectar a distribuição de electricidade, as comunicações por satélite, os sistemas GPS, a actividade dos astronautas da Estação Espacial Internacional e obrigar as companhias aéreas a alterarem as rotas para evitar as regiões polares.





“Os países sempre mais afectados são os que estão mais a norte e mais a sul, [como] Canadá, Noruega Finlândia. Países que estão a latitudes superiores vão ser sempre mais afectados por este tipo de tempestades do que nós que estamos aqui no mediterrâneo ou os países que estão a nível do Equador”, referiu o investigador.

Dário Passos explicou que o pico máximo deste ciclo solar deve acontecer entre “Junho e Julho de 2013” e, previsivelmente, em termos de actividade, será inferior ao ciclo passado, que ocorreu entre 1997 e 2009.

“O sol é mais ou menos activo num ciclo de 11 anos. Durante alguns anos tem pouca actividade. Depois a intensidade da actividade solar vai aumentando e, agora que nos estamos a aproximar do máximo de actividade solar que está previsto para 2013, é normal que estes fenómenos aconteçam”, disse o investigador do Centro Multidisciplinar de Astrofísica (CENTRA) do Instituto Superior Técnico de Lisboa.

A última explosão solar ocorreu a 23 de Janeiro e agora o fenómeno voltou a acontecer, mas Dário Passos sublinha que não é possível prever com que frequência é que acontecerá daqui para a frente.

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