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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Fóssil de rinoceronte em cinzas vulcânicas com 9 milhões de anosn




Esqueleto com 9 milhões de anos
Esqueleto com 9 milhões de anos
Investigadores da Universidade de Montpellier (França) identificaram um crânio de rinoceronte que morreu durante uma erupção vulcânica há 9,2 milhões de anos. O estudo está publicado na «Plos ONE». O fóssil, encontrado na Turquia, é de um grande rinoceronte de dois cornos, comum na região do Mediterrâneo oriental naquele período.
Segundo a equipa de investigação, liderada por Pierre-Olivier Antoine, as características pouco vulgares do crânio conservado sugerem que o animal morreu a temperatura próximas dos 500 graus, num fluxo vulcânico similar ao da erupção do Monte Vesúvio (Itália, ano 79 d.C.).
A morte do animal foi praticamente instantânea. O rinoceronte foi, como diz o próprio título do artigo, 'cozinhado até à morte', a 400 graus centígrados. O fluxo piroclástico esquartejou-o, separando o corpo da cabeça, e transladou esta  para 30 quilómetros a norte do sítio da erupção, onde acabou, 9 milhões de anos mais tarde, por ser descoberta.
Embora outros investigadores já tenham identificado fósseis preservados em cinzas vulcânicas, o facto é que a matéria orgânica é rapidamente destruída pelas altas temperaturas das erupções vulcânicas, o que torna este fóssil extremamente raro.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Cientistas da NASA estão a estudar solo no Alentejo

O solo e a água de Cabeço de Vide, Fronteira, estão a ser estudados pela NASA. Os cientistas acreditam que possa ter ocorrido nesta zona, conhecida pelas propriedades termais, o início da vida na Terra.



As ‘suspeitas’ começaram quando os estudos nas termas de Cabeço de Vide revelaram uma bactéria semelhante a outra que está a ser estudada actualmente pela agência norte-americana em Marte. "A NASA teve conhecimento através de um artigo científico do professor José Manuel Marques, do Instituto Superior Técnico, e rapidamente desenvolveu contactos", explicou Manuel Fontinhas, presidente da Junta de Cabeço de Vide. "Chegaram esta semana e já enviaram amostras para os EUA", disse o autarca.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Dinossauro Hebivoro com dentes de vampiro !

Espécie foi recentemente descrita por Paul Sereno na «ZooKeys»

 

Tinha bico de papagaio e presas de vampiro. Pesava menos do que um gato doméstico e estava coberto de pelos parecidos com os do porco-espinho. O 'Pegomastax africanus' foi um dinossauro herbívoro que habitou o planeta há 200 milhões de anos, quando a Pangea estava já a dividir-se.
Os vestígios deste animal apareceram originalmente nos anos 60 na África do Sul, mas só agora foram identificados, pelo paleontólogo Paul Sereno, como pertencendo a uma espécie ainda desconhecida. Os fósseis fazem parte da colecção da Universidade de Harvard (EUA).
Sereno, professor da Universidade de Chicago e investigador da National Geographic, descreveu os pormenores da anatomia e estilo de vida do dinossauro na revista «ZooKeys».
O que realmente se destaca neste dinossauro é o seu crânio de sete centímetros de comprimento, onde sobressai uma espécie de 'bico de papagaio', um par de presas afiadas e dentes escondidos atrás para cortas as plantas, que funcionavam como lâminas que deslizavam uma sobre a outra quando as mandíbulas estavam fechadas.
É muito raro que um herbívoro como este tenha caninos tão compridos. Alguns cientistas acreditam que o Pegomastax comia carne, mas o paleontólogo sugere que na realidade, os dentes serviam como defesa e para competir com outros exemplares na época do acasalamento.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Da Terra ao Sol são 149.597.870.700 metros


Os astrónomos redefiniram uma das distâncias mais importantes no Sistema Solar. A unidade astronómica (UA), a distância aproximada entre a Terra e o Sol deixou de ser uma complicada equação para converter-se num único número.
A nova norma foi aprovada em Agosto passado, por unanimidade, na reunião da União Astronómica Internacional que se realizou em Pequim. A unidade astronómica é agora de 149.597.870.700 metros.
A distância entre o nosso planeta e a nossa estrela é um dos valores mais antigos da astronomia. A medição precisa foi realiza pela primeira vez em 1672 pelo astrónomo Giovanni Cassini, que observou Marte desde Paris, enquanto o seu colega Jean Richer fazia o mesmo na Guiana Francesa (América do Sul).
A partir da diferença angular entre as observações, calcularam a distância entre a Terra e Marte e utilizaram-na para encontrar a distância da Terra ao Sol. O seu cálculo foi de 140 milhões de quilómetros, número próximo do actual.
Até à segunda metade do século XX, este tipo de medições era a única forma fiável de obter as distâncias no Sistema Solar. Recentemente, a UA incorporou a constante gravitacional de Gauss, o que colocou problemas aos cientistas que trabalhavam nos modelos do Sistema Solar.
Agora, a constante foi eliminada, já que as técnicas modernas permitem medir directamente as distâncias com precisão. Graças aos radares e láseres dos satélites, a alteração já podia ter sido feita há vários anos, mas só agora os astrónomos estiveram de acordo entre si sobre a mudança.
Fonte : http://www.cienciahoje.pt/

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Cientista diz ter descoberto qual o vulcão que arrefeceu a Terra no século XIII


Um dos grandes mistérios da vulcanologia pode estar prestes a ser resolvido. No século XIII, uma das maispotentes erupções dos últimos sete mil anos largou nuvens de cinza que provocaram um arrefecimento temporário do planeta.

Os cientistas tinham indícios da ocorrência deste fenómeno, mas não sabiam onde nem quando aconteceu com exactidão. Franck Lavigne, da Universidade de Panthéon-Sorbonne (França), acredita ter resolvido o mistério, mas só vai revelar os resultados da investigação com a publicação dos mesmos.

O investigador partilhou dados e fotografias dos vestígios daquele que defende ser o super-vulcão num encontro da União Geofísica Americana (AGU). No entanto, diz que só revela o nome do mesmo no trabalhoque publicar numa revista com revisão por pares. Provavelmente, o vulcão será um dos muitos que se encontram na Indonésia.

Esta grande erupção está datada, até agora, do ano 1258, já que núcleos de gelo da Gronelândia e da Antárctida contêm enormes quantidades de enxofre dessa época. Anéis das árvores, registos históricos e outras provas revelam que o planeta arrefeceu pouco tempo depois.

A erupção libertou partículas de enxofre para a atmosfera superior que se estenderam por todo o mundo. Estas, porque reflectiam a luz solar, ajudaram a provocar um arrefecimento temporário do planeta.

Até agora, os principais candidatos a protagonistas da erupção eram El Chichón (México) e Quilotoa (Andes equatorianos). No entanto, a composição química das rochas dos vulcões não coincide com o enxofre de 1258 encontrado no gelo.

No encontro, Lavigne mostrou análises geoquímicas de rochas do seu 'vulcão mistério'. Segundo ele, coincidem com a química do enxofre polar. Além disso, o investigador acredita que a erupção aconteceu antes do que se pensava, na Primavera ou no Verão de 1257.

As simulações por computador sugerem que o vulcão enviou partículas a mais de 40 quilómetros de altura que alcançaram dezenas de quilómetros à sua volta. A erupção alcançou o grau 7 na escala de explosividade vulcânica que mede a magnitude de uma erupção (o máximo é 8). Mais informação só com a publicação do estudo.


terça-feira, 3 de julho de 2012

Encontrada versão desconhecida do 'mapa mundi' que baptizou a América

Investigadores alemães da Biblioteca Universidade de Munique acharam um exemplar desconhecido do 'mapa de Waldseemüller', o primeiro em que o 'Novo Mundo' é nomeado como 'América'. Klaus-Rainer Brintzinger, director da biblioteca, considera esta descoberta sensacional, uma vez que se conhecem muito poucos exemplares deste mapa desenhado pelo cartógrafo alemão Martin Waldseemüller, que viveu entre 1470 e 1522.

Este mapa, descoberto por duas investigadoras encarregadas de fazer a correcção do catálogo da biblioteca, estava guardado entre duas gravuras de geometria num lote de livros e documentos do século XIX, que até agora tinha passado despercebido.

A versão é mais pequena do que o mapa datado de 1507 encontrado num mosteiro alemão em 1901, do mesmo autor. Com três metros quadrados, aquele planisfério é visto como a 'certidão de nascimento' do continente americano.
Em 2007, a chanceler alemã Angela Merkel ofereceu-o aos Estados Unidos. Hoje, faz parte da lista de mundial de documentos da UNESCO e pode ser visitado na Biblioteca do Congresso, em Washington.
Waldseemüller, Colombo e Vespucci
Waldseemüller ajudou a estabelecer "América" como o nome do continente recentemente descoberto em honra das expedições do explorador Amerigo Vespucci. Este era contemporâneo do genovês Cristóvão Colombo, que, ao serviço do Reino Espanhol, chegou a América Central em 1492, acreditando que estava a chegar à Ásia.
O trabalho de Waldseemüller manteve-se na obscuridade por muitos anos, mas foi absolutamente fundamental para uma compreensão radicalmente diferente da geografia. O alemão elaborou o mapa baseando-se nas descobertas de Colombo e Vespucci.
Martin Waldseemüller
Martin Waldseemüller
Nele, incluiu dados recolhidos durante as viagens de Vespucci ao Novo Mundo e 'baptizou' as novas terras de 'América', reconhecendo, assim, que Vespucci estava a explorar, de facto, um novo continente.
Quinta versão
Antes da descoberta deste pequeno mapa, eram conhecidas apenas apenas quatro versões. Uma delas tinha sido vendida em leilão, em 2005, por 800 mil euros.
Sven Kuttner, que dirige o departamento de livros antigos da biblioteca, afirma que este mapa é ligeiramente diferente das outras versões. Por exemplo, o porto de Calecute, onde Vasco da Gama desembarcou 1498, está assinalado no Mapa. Mas nesta versão está desenhado no quarto fragmento, enquanto que nas outras se encontra no quinto.
A origem desta cópia não foi ainda determinada com absoluta exactidão. Mas os investigadores acreditam que foi criada, provavelmente, pouco depois do seu primeiro mapa. O planisfério foi impresso a partir de blocos de madeira cuidadosamente esculpidos.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Alentejo tem «graus impressionantes de ouro»

A empresa Colt Resources divulgou, esta quinta-feira, que os resultados das perfurações na Boa-Fé, no concelho de Évora, evidenciam «graus impressionantes» de ouro perto da superfície.




À TSF, o diretor-geral da empresa canadiana que desenvolve prospeções de ouro no Alentejo, afirmou que os resultados são muito melhores do que o esperado. 

A Colt Resources disse já ter recebido os resultados analíticos finais correspondentes a amostras das sete sondas de perfuração instaladas naquela zona alentejana, depois de ter assinado um acordo com o Governo português para a concessão experimental de ouro nas freguesias de Santiago do Escoural (Montemor-o-Novo) e de Nossa Senhora da Boa-Fé (Évora). 

No mês passado, o CEO da Colt Resources, Nikolas Perrault, tinha já revelado que as perfurações na Boa-Fé estavam a detetar «mineralizações de alto teor» de ouro, admitindo a possibildade de se iniciar em 2014 a extração industrial.

Num comunicado hoje divulgado, citado pela TSF, Nikolas Perrault diz que as perfurações na Boa-Fé «continuam a fornecer graus de ouro impressionantes, perto da superfície». «Estes dados serão incluídos na estimativa inicial de recursos do projeto, que deverá ficar concluída até final do mês», afirmou, acrescentando que vão prosseguir perfurações mais profundas.

Recorde-se que o acordo com o Governo português, para a concessão experimental de ouro nas duas freguesias alentejanas, foi assinado em novembro de 2011, num investimento previsto de três milhões de euros, durante três anos. 



Fonte.:http://www.abola.pt/

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Espanha: Encontrados ossos de um mamute em Tarragona


Há cinco anos que uma equipa de paleontólogos escava o barranco de La Boella, em Canonja, Tarragona. Agora, os paleontólogos encontraram restos de um mamute com cerca de 700 mil anos.
“Encontrámos no local, restos de uma tíbia, uma costela e um osso articular de um mamute do sul com 700 mil anos, assim como restos de muitos outros animais como veados, cavalos, hipopótamos e fragmentos dentários de uma hiena”, neste cado com 200 mil anos,  informou o responsável da escavação Josep Vallverdú.

Também foram encontrados restos de pedras esculpidas e ferramentas com pedra fabricadas pelos humanos que permitem “explicar a evolução dos animais e dos grupos humanos pré-históricos.”
Na sua opinião estes achados colocam La Boella “ao mesmo nível que Atapuerca ou Orce, enquanto escavações europeias que fornecem dados relevantes para ajudar a explicar a migração humana e a evolução das espécies.”
Neste sentido, o cientista do Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social (IPHES) aponta que no próximo verão serão publicados nas principais revistas internacionais um estudo onde será provado que por La Boella “passou uma segunda migração de África há cerca de 1.8 milhões de anos”, o que tornará este local numa referência.
cidade de Canonja construiu um muro de contenção para proteger das inundações a zona conhecida como La Mina, onde foram encontrados os primeiros restos de mamute há cinco anos atrás.  Por outro lado, o IPHES e Canonja estão a planear a construção de um Centro de Interpretação para mostrar os restos mortais dos animais encontrados.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Aquecimento Global: Águas superficiais do Oceano Ártico estão a libertar metano


O Observatório da Terra da NASA anunciou que a abertura de rachas e buracos no gelo marinho como resultado da sua fusão devido ao aumento das temperaturas está na origem do aumento local das concentrações atmosféricas de metano, o que indica que as águas superficiais deste podem ser uma importante fonte deste potente gás com efeito de estufa.

O Observatório da Terra da NASA anunciou no seu sítio na internet as conclusões de um estudo que foi recentemente publicado na revista Nature Geoscience e que pode ter importantes implicações no que diz respeito à Ciência do Clima e à previsão do clima futuro no contexto das Alterações Climáticas.
Os investigadores da instituição norte-americana sobrevoaram zonas do Oceano Ártico tendo detetado uma concentração atmosférica de metano mais elevada do que o normal até aos 82 graus Norte de latitude.
A baixa concentração, nas mesmas áreas, de monóxido de carbono, que resulta das atividades antropogénicas, levou a concluir que o Homem não é o responsável pelo aumento da concentração atmosférica do metano na região. Por outro lado, a altura do ano em que foram feitas as medições e a sua localização tornava pouco provável a hipótese de que o metano tivesse tido origem em zonas húmidas em latitudes elevadas ou reservas geológicas.
Uma análise mais detalhada permitiu localizar com grande precisão, os elevados níveis de metano atmosférico sobre zonas onde as massas de gelo oceânico apresentam rachas ou buracos, o que indica que são as águas superficiais do oceano que são responsáveis pelo fenómeno.
Desde há muito se sabe que o degelo no Ártico tem potenciais consequências catastróficas como resultado da libertação do metano contido no solo gelado da tundra, no Permafrost, como também dos depósitos de metano armazenado nos sedimentos marinhos.
Por outro lado, também era dado como certo a produção de metano na superfície do oceano, que já se sabia estar sobresaturado, mas desconhecia-se o que acontecia a este metano.
O trabalho de investigação recém-publicado vem revelar que há um fluxo desse metano para a atmosfera que é equivalente ao proveniente da plataforma siberiana. Embora esse fluxo não seja intenso, a vasta extensão do Oceano Ártico leva os cientistas a sugerir que as águas superficiais deste oceano podem constituir uma importante potencial fonte de metano, cuja libertação parece estar associada à deterioração da camada gelo que a cobre, algo preocupante dada a tendência para a fusão das massas geladas nas regiões polares.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mamutes de Creta não ultrapassavam um metro de altura Estudo do Museu de História Natural de Londres revela mais um caso de nanismo insular


Na ilha de Creta, Grécia, viveu a espécie “anã” de mamute, a mais pequena que se conhece. Investigadores do Museu de História Natural de Londres baptizaram-na como Mammuthus creticus. Na sua idade adulta era tão grande como uma cria de um elefante africano, não ultrapassando um metro de altura. Este animal viveu durante o Pleistoceno, há 3,5 milhões de anos.



Os vestígios que foram agora estudados consistem em alguns molares e um úmero. Os molares foram levados para a Grã-Bretanha em 1904 pela pioneira da paleontologia Dorothea Bate, que os encontrou no sítio de Cabo Malekas. A investigadora Virgina L. Herridge, do Museu de História Natural, decidiu voltar a estudar aquela colecção de fósseis, completada com mais restos entretanto descobertos por George Iliopoulos.
O nanismo insular é um fenómeno evolutivo já registado em vários mamíferos. Um dos caso mais próximos de nós é o do Homo floresiensis, uma espécie humana de tamanho pequeno que se encontrou, há uns anos, na Ilha das Flores, Indonésia, local onde também havia elefantes anões.
No caso agora descrito, publicado na revista «Proceedings of The Royal Society B», o nanismo sucedeu num grau extremo: estes mamutes tinham um quarto do tamanho, no máximo, dos seus congéneres do continente europeu.
O trabalho de Herridge e do seu colega Adrian M. Lister demonstra que esta evolução em isolamento foi independente da dos outros mamutes do continente. “Defendemos que descendem dos mamutes europeus mais primitivos e não dos elefantes anões de presas rectas, como se pensava até agora”, explicam.
Entre as características físicas que este M. creticus partilha com os mamutes europeus está a forma do esmalte na superfície dos molares e a largura e a altura dos dentes. Tudo isto sugere, segundo Herridge, que “são semelhantes aos que percorriam as planícies europeias há 2,5 milhões e 800 mil anos e mesmo a outros mais primitivos, porque chegaram a Creta muito anos antes”.
Os mamutes anões de Creta não só se adaptaram à escassez de recursos da ilha, encolhendo, mas também se adaptaram bem ao clima mais quente do que noutras zonas da Europa, por isso não tinha pelo.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

No próximo sábado poderá observar uma super Lua


No próximo sábado, dia 5 de maio, vamos poder observar a maior Lua Cheia do ano.
No próximo sábado será possível observar a maior Lua Cheia do ano.

O movimento da Lua à volta da Terra é elíptico. Quer isto dizer que o nosso satélite não está sempre à mesma distância da Terra. Quando a Lua passa no ponto mais afastado do nosso planeta, o apogeu, está a cerca de 405 mil quilómetros de distância. No perigeu, o ponto mais próximo, está apenas a 363 mil quilómetros.
No dia 5 de maio, a Lua vai passar pelo perigeu ao mesmo tempo que é Lua Cheia. Neste dia, a Lua vista da Terra parecerá 14% maior e 30% mais brilhante. Mas será esta diferença percetível?
A NASA recomenda as pessoas a olharem para o céu durante o nascimento da Lua. Por motivos que ainda não são totalmente compreendidos pelos especialistas, mas possivelmente estarão relacionados com a ilusão de ótica, durante o seu nascimento a Lua parece especialmente maior.
No dia 5 de maio em Lisboa, a Lua vai nascer às 20 horas e 9 minutos e irá pôr-se na madrugada de domingo às 5 horas e 47 minutos. No Porto, o nascimento ocorrerá às 20 horas e 12 minutos e o ocaso será às 5 horas e 40 minutos.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Estudo: Crescimento de glaciares em Karakoram intriga cientistas


Um estudo revelou que os glaciares localizados na cordilheira Karakoram, junto aos Himalaias, cresceram durante a última década. Esta evolução está a intrigar os cientistas porque no resto do mundo as grandes massas de gelo têm diminuído.
Através de informações recolhidas por satélites, uma equipa de cientistas franceses demonstrou que os glaciares nalgumas zonas da cordilheira montanhosa Karakoram, estão a crescer. Contudo, não se sabe porque razão estes glaciares estão a aumentar de tamanho quando nos Himalaias e no resto do mundo, as grandes massas de gelo estão a derreter.


As montanhas Karakoram constituem uma cadeia montanhosa separada dos Himalaias e incluem o K2, o segundo pico mais alto do mundo. Os glaciares desta região são pouco estudados, contudo sabe-se que são uma fonte de água para mais de mil milhões de pessoas.
Neste estudo, os cientistas franceses do Centre National de la Recherche Scientifique e Université de Grenoble compararam dois modelos 3D de altitude sobre a superfície da terra obtidos a partir de observações de satélites, um de 1999 e outro de 2008.
Através desta análise a equipa concluiu que, entre 1999 e 2008, a massa dos glaciares na região do Karakoram, com 5615 quilómetros quadrados, aumentou por uma pequena margem, embora haja variações mais amplas em glaciares individuais.
Por enquanto ainda não são conhecidas as razões para este fenómeno. Estudos realizados noutras zonas do planeta revelaram que as alterações climáticas podem levar a um aumento de precipitação nas regiões frias. No caso de regiões muito frias, essas precipitações acabam por serem adicionadas às camadas de gelo existentes no local.
Contudo, a verdadeira razão ainda é desconhecida. "Neste momento, acreditamos que talvez se deva a um clima regional muito específico de Karakoram, porque medições meteorológicas [da região] mostraram um aumento de precipitação no inverno", referiu Julie Gardelle, líder do estudo. "Mas isso, nesta fase, é pura especulação".

Jonathan Bamber da Universidade de Bristol referiu que este estudo era consistente com outros trabalhos contudo, alertou que “nove anos é um período muito curto para retirar conclusões fortes sobre tendências entre glaciares. Se procuramos um efeito climático em vez de um efeito atmosférico, deve ser analisado pelo menos um período de trinta anos". 
Graham Cogley, cientista da Trent University, no Canadá, enfatiza que “apesar do pequeno crescimento visto no Karakoram, os glaciares e mantos de gelo do mundo estão a derreter e continuam a contribuir para o aumento do nível médio da água do mar. “ O mundo exibe uma grande variedade, mas isso não significa que não podemos fazer generalizações viáveis sobre como está a mudar.”
Este estudo foi publicado na revista Nature Geoscience

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Estudo: Ninhos de chimpanzés no solo dão pistas sobre a descida das árvores durante a Evolução Humana


O trabalho de investigação de uma equipa de cientistas ingleses e holandeses sobre uma determinada população na África Ocidental cujos membros constroem ninhos no solo, sugere que este comportamento não terá surgido apenas com o aparecimento do Homo erectus, o primeiro ancestral humano perfeitamente adaptado ao meio terrestre.

Foi recentemente publicado na revista American Journal of Physical Anthropology o primeiro estudo sobre o comportamento de construção de ninhos no solo por parte de chimpanzés, que constitui uma alternativa à construção, muito mais frequente, de ninhos para passar a noite em árvores.
O trabalho foi realizado em Nimba (República da Guiné) e envolveu a análise genética de pêlos deixados nos ninhos, que permitiu identificar os indivíduos responsáveis pela construção das estruturas.
Os resultados revelaram que os animais que constroem ninhos no solo podem ser os mesmos que constroem ninhos nas árvores, o que sugere que a construção de ninhos no solo não requer nenhuma adaptação específica e que os ancestrais do Homem moderno já poderiam apresentar este comportamento antes do aparecimento do Homo erectus.
Homo erectus foi o primeiro ancestral humano a estar perfeitamente adaptado a utilizar o solo e até à data pensava-se que o abandono das árvores e a aquisição de hábitos terrestres teria exigido uma alteração evolutiva radical.
O facto de o chimpanzé, o nosso parente mais próximo, poder construir ninhos no solo indica que este comportamento pode ter surgido previamente à origem do Homo erectus - Kathelijne Koops, que liderou o estudo afirma que o estudo “sugere que os nossos ancestrais diretos não foram a única nem a primeira espécie a descer das árvores”- e que a transição das árvores para o solo terá sido um evento gradual e não brusco.
By: Naturlink

terça-feira, 10 de abril de 2012

Estudo: Domínio do fogo aconteceu 200 mil anos mais cedo do que se pensava


Um trabalho de investigação sobre as partículas de uma camada de sedimentos datando de há 1 milhão de anos revela a existência de resíduos que terão resultado da queima numa pequena fogueira, o que sugere que, já então, o Homem controlava o fogo.

Cientistas canadianos publicaram recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences novos dados relativos à datação do domínio do fogo durante a Evolução Humana.
Os investigadores analisaram material de uma camada de sedimentos no interior da gruta de Wonderwerk, na África do Sul, com 1 milhão de anos, através de uma abordagem inovadora que recorreu ao microscópio e à radiação infravermelha, tendo encontrado aquilo que serão resíduos de um processo de queima numa fogueira.
Com efeito, foram detetados fragmentos de osso afiados que terão sido aquecidos a 450-700 graus Célsius bem como cinzas bem preservadas de plantas compatíveis com a existência, no local, de uma pequena fogueira, vestígios estes que não poderão ter sido arrastados para o interior da gruta pelo vento nem terão resultado de um fenómeno de combustão espontânea de dejetos de morcegos, dos quais não existem quaisquer resíduos in situ.
Estas evidências sugerem que o controlo do fogo pelos Hominídeos terá acontecido 200 mil anos mais cedo do que é afirmado pela teoria mais amplamente aceite segundo a qual os resíduos de fogueira mais antigos conhecidos datavam de há 790 mil anos, é indicado no siteScience Now.
Os resultados agora apresentados reforçam a teoria do antropólogo Richard Wrangham que estabelece que o Homo erectus, ancestral do Homem moderno que apareceu há 1,9 milhões de anos já era capaz de acender fogueiras que utilizava para cozinhar, algo que explica os seus molares relativamente pequenos e a as características do seu sistema digestivo, que sugerem que se alimentava regularmente de alimentos moles e ricos em nutrientes cozinhados.
Por outro lado, os autores defendem que a abordagem microestratigráfica é a mais adequada para o estudo do uso do fogo pelos ancestrais do Homem moderno, e que deve ser utilizada noutras escavações para perceber que papel teve na Evolução do Homem.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Grande Acelerador de Partículas atinge novo recorde de energia Resultado “aumenta o potencial de descoberta da máquina”



O Grande Acelerador de Partículas (LHC) do Laboratório Europeu de Física Nuclear (CERN) atingiu esta madrugada um novo recorde mundial de energia, apenas seis semanas depois de começar a funcionar depois de uma paragem técnica para manutenção.

Pouco depois das 00:01 de hoje [menos uma em Portugal], dois feixes de protões que circulavam em direções opostas dentro do anel do LHC colidiram “ao nível de quatro pontos de interação”, gerando uma energia recorde de 8 TeV, (teraelectronvoltios), comunicou o CERN.

Este resultado “aumenta consideravelmente o potencial de descoberta da máquina”, adiantou a instituição.
O objetivo da experiência é obter novas partículas, cuja existência já foi enunciada em tratados teóricos mas que nunca foram vistas, a partir das colisões entre protões com uma energia tão elevada.

A nova partícula mais procurada é o bosão de Higgs, a partícula sobre a qual repousam as bases do Modelo Estandarte da física e que é, até agora, a única explicação disponível sobre uma questão tão fundamental como a origem da matéria.

Em Dezembro último, as equipas dos detetores do LHC que procuram novas partículas anunciaram os resultados obtidos atá então, que davam indícios da presença do bosão de Higgs, mas a um nível estatístico ainda insuficiente para proclamar a grande descoberta.

Familiar do T.rex é o maior animal conhecido com penas


Um familiar do Tyrannosaurus rex recentemente descoberto é o maior animal com penas conhecido, vivo ou extinto.

No nordeste da China, uma equipa de cientistas da Academia de Ciências Chinesa de Pequim descobriu três fósseis, um adulto e dois juvenis de uma nova espécie de dinossáurio. Esta nova espécie, designada Yutyrannus, era um dinossauro carnívoro que atingia os 1400 kg na idade adulta e é o maior animal com penas conhecido, vivo ou extinto.
Yutyrannus viveu há cerca de 125 milhões de anos e pertence à família dos Tyrannosauridae, grupo a que também pertence o Tyrannosaurus rex.
Esta descoberta desafia as teorias aceites sobre a evolução do Tyrannosaurus rex. O T.rex, assim como outros membros da sua família, viveram na Terra até há 65 milhões de anos quando ocorreu a extinção em massa dos dinossáurios. Até aqui pensava-se que os seus familiares mais antigos eram muito mais pequenos. Contudo, esta nova espécie é um exemplo mais antigo da família dos Tyrannosauridae, mas não é mais pequena.
Este dinossáurio partilha algumas características com o T.rex mas apresenta três dedos funcionais, enquanto o T. rex tem apenas dois e, um pé típico de outros tiranossauros mais antigos. Contudo, a característica mais notável do Yutyrannus é a sua extensa plumagem, o que constitui uma prova da existência de grandes dinossauros com penas. o seu nome significa “tirano de penas bonitas” .
Os cientistas acham que as penas possam ter funcionado como isolamento ou utilizadas nos rituais de acasalamento ou de luta.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fóssil de jibóia de 14 metros dá pistas sobre o clima da Terra


A descoberta recente de uma cobra gigante de 14 metros para além de emocionante pode dar algumas pistas sobre a história do clima na Terra e levanta a questão se um dia poderão voltar.
Há cerca de 58 milhões de anos, uma cobra monstruosa deslizava nas florestas pantanosas da América do Sul. Este réptil gigante pesava mais de uma tonelada e media 14 metros de comprimento.
“Nunca nos sonhos mais loucos esperávamos encontrar uma jibóia com 14 metros. A maior cobra atualmente tem metade do tamanho”, refere Carlos Jaramillo, cientista do Instituto de Investigação Tropical do Smithsonian e membro da equipa que realizou a descoberta.
Esta cobra chamada Titanoboa não era venenosa. Matava as suas presas com uma força de constrição de cerca de 181 kg por centímetro quadrado.

O fóssil da Titanoboa foi descoberto numa escavação na mina de carvão Cerrejon, no norte da Colômbia. Em 2002, os cientistas tinham descoberto naquele local os restos de uma floresta tropical do Paleoceno. Para além de folhas e plantas fossilizadas, foram encontrados vários répteis de grandes dimensões.
“O que encontrámos foi um mundo perdido de répteis gigantes: tartarugas do tamanho de mesas de cozinha e os maiores crocodilos na história dos registos fósseis”, explicou Jonathan Bloch, especialista em evolução de vertebrados da Universidade da Florida.
“Depois da extinção dos dinossauros, a Titanoboa, era o maior predador na superfície do planeta pelo menos durante 10 milhões de anos”, refere Bloch.
Para saberem exatamente como seria a Titanoboa, os cientistas precisavam do seu crânio mas “ao contrário dos nossos, os crânios das cobras não estão fundidos (…) estão conectados com tecido”, explicou Jason Head, especialista em cobras da Universidade do Nebraska. “Quando o animal morre, o tecido decompõem-se e os ossos individuais dispersam-se.”
Contudo, como a Titanoboa é tão grande, os ossos do crânio são também grandes, pelo que a equipa conseguiu recuperar os restos de três crânios o que possibilitou a sua reconstrução. Atualmente está em exposição uma réplica deste gigante no Museu de História Natural Smithsonian em Washington.
Para além da emoção de descobrir uma nova espécie, este réptil pode também ajudar a desvendar a história do clima na Terra. As cobras não são capazes de regular a sua temperatura corporal e dependem do calor externo para se manterem quentes e sobreviverem.
“Achamos que a Titanoboa era tão grande porque era muito mais quente no equador (...) há 60 milhões de anos. Pensamos que é por isso que, de uma forma geral, os répteis eram maiores.”
“Uma grande lição que aprendemos com os fósseis de Cerrejon é que as plantas tropicais e o ecossistema têm a capacidade de lidar com altas temperaturas e níveis altos de CO2, uma grande preocupação com a atual tendência de aquecimento global.”
“À medida que a temperatura aumenta, há a possibilidade da [Titanoboa] voltar. Mas é necessário tempo geológico para desenvolver uma nova espécie. Pode demorar um milhão de anos, mas pode voltar”, refere Jaramillo.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Fonte: www.bbc.co.uk

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Shale gás: Portugal tem reservas da energia que faz tremer o uso do petróleo

Falar Global - Shale Gás (Gás de xisto) - TECNOLOGIA - Reportagem


Este tipo de gás está a ganhar terreno nos Estados Unidos e sabe-se agora que Portugal também pode ter condições para explorar este recurso que se apresenta agora como uma alternativa energética consistente
Os avanços tecnológicos permitiram ultrapassar uma série de barreiras que impediam a extração de um tipo de gás, não convencional, cuja formação ocorre em argilas betuminosas.
O shale gás encontra-se a grandes profundidades, entre os seiscentos e os três mil metros. As formações deste gás prolongam-se por vários quilómetros de extensão e a única forma de acompanhar essas camadas de subsolo é através da perfuração horizontal, uma técnica que é complementada pela fraturação hidráulica que consiste na "estimulação do reservatório através da injeção de água a grande pressão, químicos e areia para criar porosidade e impermeabilidade artificialmente", explica Diogo Rosa do Laboratório Nacional de Energia e Geologia.
Presente no Bombarral, Cadaval e Alenquer
Os Estados Unidos da América são o maior produtor mundial de shale gás. As estimativas indicam que as reservas deste gás na América do Norte têm capacidade para abastecer os EUA nos próximos 45 anos. Os olhos viram-se agora para Europa e Portugal faz parte da lista de países com formação de shale gás. De acordo com os estudos realizados em território nacional, "a formação da Brenha será a formação com mais interesse para o shale gás, portanto, esta formação está presente nos conselhos de Bombarral, Cadaval, Alenquer, logo, aí será o local onde poderá haver mais potencial", acrescenta Diogo Rosa.
Vantagens da exploração de shale gás
Em termos de consumo o shale gás é um recurso mais barato e menos poluente, ainda assim, para os especialistas a exploração deste gás levanta questões quanto às consequências para o meio ambiente, nomeadamente para contaminação das reservas de água potável existentes nos lençóis freáticos.
Na Europa este mercado está a crescer e para além de Portugal há registo de potenciais reservas na Eslováquia, Ucrânia e França. A Polónia e a Alemanha já iniciaram alguns projetos de exploração.
Fonte:  aeiou.expresso.pt a 6 de janeiro de 2012

Encontrado maior crânio de dinossauro da Europa Fósseis do Turiasaurus riodevensis foram achados na Espanha; animal tinha 30 metros de comprimento


A Fundação Dinópolis de Teruel, um instituto de paleontologia da Espanha, apresentaram nesta terça-feira, 3, o fóssil do maior crânio de dinossauro encontrado na Europa. Os ossos pertencem ao Turiasaurus riodevensis, um saurópode que viveu há 145 milhões de anos, tinha mais de 30 metros de comprimento e pesava 40 toneladas.
Turiasaurus riodevensis é agora o dinossauro 'mais completo da Península Ibérica' - Reprodução/BBC
Reprodução/BBC
Turiasaurus riodevensis é agora o dinossauro 'mais completo da Península Ibérica'
Os restos fósseis, mais de 24 ossos cranianos e sete dentes, apresentados pelo Laboratório de Paleontologia da fundação, foram encontrados durante escavações em 2005 em Riodeva - daí o nome científico do réptil.
De acordo com os pesquisadores, os crânios deste tipo de dinossauro "raramente se conservam" porque são extremamente frágeis - quatro de cada cinco saurópodes foram encontrados sem crânio. Ainda assim, os restos forneceram informações para descobrir e reproduzir 70% do osso completo depois de anos de análise.
O Turiasaurus riodevensis é agora o dinossauro "mais completo da Península Ibérica" agora que seus ossos cranianos foram encontrados, dizem os paleontólogos, que publicaram a descoberta no Journal of Systematic Paleontology (Jornal de Paleontologia Sistemática, em português).
Os restos indicam que se tratava de um animal herbívoro, com um crânio de 78 centímetros, e supõem uma nova reconstituição do esqueleto desse animal, do qual já obtiveram 55%. Os primeiros fósseis dele foram encontrados em 2003.
Entre os saurópodes gigantes encontrados até agora estão o Argentinosaurus (América do Sul), o Seismosaurus (América do Norte), o Mamenchisaurus (Ásia), o Giraffatitan e o Paralititan (África). Além do Turiasaurus, apenas o Mamenchisaurus e o Giraffatitan tiveram seus crânios encontrados.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Tornado solar gigante filmado pela primeira vez Registo apresentado no encontro anglo-germânico de Astronomia que se realiza em Manchester

Cientistas da Universidade de Aberystwyth (Reino Unido) dão a conhecer uma filmagem realizada em Setembro de 2011 de um tornado solar cinco vezes maior do que a Terra. O gigantesco tornado, “único e espectacular”, segundo os investigadores, foi detectado pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO), um satélite da NASA, lançado há dois anos e que se dedica a estudar o comportamento da nossa estrela. Esta é a primeira vez que um tornado desta dimensão é filmado.
Antes, o satélite SOHO tinha já descoberto tornados mais pequenos, “mas que não puderam ser gravados”, diz o investigador Xing Li, um dos cientistas que descobriu o fenómeno. A equipa acredita que o tornado está relacionado com o desencadeamento das tempestades solares, que se registaram naquele mês.
300 mil quilómetros por hora
A sonda detectou gases muito quentes – entre 50 mil e 2 milhões de graus Kelvin – em forma de espiral. Viajaram aproximadamente 200 mil quilómetros em trajectórias helicoidais por um período de três horas. Estes gases solares movem-se a 300 mil quilómetros, o dobro da velocidade máxima dos tornados terrestres.
Os tornados ocorrem frequentemente na raiz de enormes explosões de massa coronal. Quando se dirigem para a Terra, estas explosões podem provocar danos significativos aos satélites e até danificar a rede eléctrica.
As últimas tempestades solares, que ocorreram entre 8 e 10 de Março, obrigaram a desviar voos sobre o Árctico e afectaram as comunicações por rádio em alguns pontos do planeta. A energia que largaram na atmosfera superior da Terra era suficiente para abastecer todas as casas de uma cidade do tamanho de Nova Iorque durante dois anos.