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quarta-feira, 28 de março de 2012

A NASA descobriu indícios de que os cometas possam ter trazido a vida à Terra

Uma equipa de investigadores da NASA descobriu novas evidências que apoiam a teoria de que a vida poderá ter chegado à Terra a bordo dos cometas.



A experiência, apresentada por Jennifer G. Blank no encontro anual da Sociedade Química Americana, recriou, com poderosos “disparos” de laboratório e um modelo de informático, as condições que existiam nos cometas quando bombardearam a Terra a uma velocidade de 25.000 quilómetros por hora . Este trabalho é parte da tentativa de compreender como os aminoácidos e outros elementos dos primeiros seres vivos apareceram num planeta que estava há milhares de anos vazio e isolado.
Os aminoácidos são componentes das proteínas, que são fundamentais para qualquer forma de vida, desde as bactérias até aos seres humanos. "A nossa investigação demonstra que os blocos que construíram a vida poderiam continuar intactos apesar do impacto e onda de choque que produziu o impacto de um cometa ", diz Black. Na sua opinião, isso mostra que "os cometas poderiam ter sido veículo realmente perfeito para trazer para aqui os ingredientes químicos que são considerados básicos para a vida evoluir, aminoácidos, água e energia."
Durante milhões de anos, cometas e asteróides bombardearam a Terra com frequência. As evidências científicas sugerem que a vida terrestre começou após o fim do “último grande bombardeio”, há cerca de 3.800 milhões de anos atrás. Anteriormente, havia demasiado calor para a sobrevivência de qualquer coisa. De facto, os primeiros fósseis têm cerca de 3.500 milhões de anos, o que supõe que a vida se tenha originado muito rapidamente.
Black e os seus colegas do Centro de Investigação Ambiental de Bay Area (NASA / Ames), decidiu testar se os aminoácidos ficavam destruídos pelo impacto de cometas, uma vez que anteriormente se demonstrou que é nestes objetos cósmicos que eles são originários. Para isso, utilizaram pistolas de gás, com as quais simularam altas temperaturas e ondas expansivas de grande alcance, tais como aquelas geradas pelos cometas ao entrarem na atmosfera. Nas balas, introduziram aminoácidos, água e outros materiais.
Aminoácidos não são só não se destroem, como começaram a formar “péptidos”, que é o que une os aminoácidos em proteínas. A pressão de impacto foi a que proporcionou a energia necessária para os criar.
Noutras experiências, a equipa de Blank utilizou modelos informáticos sofisticados para simular as condições do passado quando os cometas chocavam com a Terra. Perante estes testes, Black sugere que possa haver uma infinidade de “sementes” de vida ao longo dos anos, chegados desde cometas, asteróide e meteoritos.

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