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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mamutes de Creta não ultrapassavam um metro de altura Estudo do Museu de História Natural de Londres revela mais um caso de nanismo insular


Na ilha de Creta, Grécia, viveu a espécie “anã” de mamute, a mais pequena que se conhece. Investigadores do Museu de História Natural de Londres baptizaram-na como Mammuthus creticus. Na sua idade adulta era tão grande como uma cria de um elefante africano, não ultrapassando um metro de altura. Este animal viveu durante o Pleistoceno, há 3,5 milhões de anos.



Os vestígios que foram agora estudados consistem em alguns molares e um úmero. Os molares foram levados para a Grã-Bretanha em 1904 pela pioneira da paleontologia Dorothea Bate, que os encontrou no sítio de Cabo Malekas. A investigadora Virgina L. Herridge, do Museu de História Natural, decidiu voltar a estudar aquela colecção de fósseis, completada com mais restos entretanto descobertos por George Iliopoulos.
O nanismo insular é um fenómeno evolutivo já registado em vários mamíferos. Um dos caso mais próximos de nós é o do Homo floresiensis, uma espécie humana de tamanho pequeno que se encontrou, há uns anos, na Ilha das Flores, Indonésia, local onde também havia elefantes anões.
No caso agora descrito, publicado na revista «Proceedings of The Royal Society B», o nanismo sucedeu num grau extremo: estes mamutes tinham um quarto do tamanho, no máximo, dos seus congéneres do continente europeu.
O trabalho de Herridge e do seu colega Adrian M. Lister demonstra que esta evolução em isolamento foi independente da dos outros mamutes do continente. “Defendemos que descendem dos mamutes europeus mais primitivos e não dos elefantes anões de presas rectas, como se pensava até agora”, explicam.
Entre as características físicas que este M. creticus partilha com os mamutes europeus está a forma do esmalte na superfície dos molares e a largura e a altura dos dentes. Tudo isto sugere, segundo Herridge, que “são semelhantes aos que percorriam as planícies europeias há 2,5 milhões e 800 mil anos e mesmo a outros mais primitivos, porque chegaram a Creta muito anos antes”.
Os mamutes anões de Creta não só se adaptaram à escassez de recursos da ilha, encolhendo, mas também se adaptaram bem ao clima mais quente do que noutras zonas da Europa, por isso não tinha pelo.

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