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terça-feira, 10 de abril de 2012

Estudo: Domínio do fogo aconteceu 200 mil anos mais cedo do que se pensava


Um trabalho de investigação sobre as partículas de uma camada de sedimentos datando de há 1 milhão de anos revela a existência de resíduos que terão resultado da queima numa pequena fogueira, o que sugere que, já então, o Homem controlava o fogo.

Cientistas canadianos publicaram recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences novos dados relativos à datação do domínio do fogo durante a Evolução Humana.
Os investigadores analisaram material de uma camada de sedimentos no interior da gruta de Wonderwerk, na África do Sul, com 1 milhão de anos, através de uma abordagem inovadora que recorreu ao microscópio e à radiação infravermelha, tendo encontrado aquilo que serão resíduos de um processo de queima numa fogueira.
Com efeito, foram detetados fragmentos de osso afiados que terão sido aquecidos a 450-700 graus Célsius bem como cinzas bem preservadas de plantas compatíveis com a existência, no local, de uma pequena fogueira, vestígios estes que não poderão ter sido arrastados para o interior da gruta pelo vento nem terão resultado de um fenómeno de combustão espontânea de dejetos de morcegos, dos quais não existem quaisquer resíduos in situ.
Estas evidências sugerem que o controlo do fogo pelos Hominídeos terá acontecido 200 mil anos mais cedo do que é afirmado pela teoria mais amplamente aceite segundo a qual os resíduos de fogueira mais antigos conhecidos datavam de há 790 mil anos, é indicado no siteScience Now.
Os resultados agora apresentados reforçam a teoria do antropólogo Richard Wrangham que estabelece que o Homo erectus, ancestral do Homem moderno que apareceu há 1,9 milhões de anos já era capaz de acender fogueiras que utilizava para cozinhar, algo que explica os seus molares relativamente pequenos e a as características do seu sistema digestivo, que sugerem que se alimentava regularmente de alimentos moles e ricos em nutrientes cozinhados.
Por outro lado, os autores defendem que a abordagem microestratigráfica é a mais adequada para o estudo do uso do fogo pelos ancestrais do Homem moderno, e que deve ser utilizada noutras escavações para perceber que papel teve na Evolução do Homem.

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