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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Grande Acelerador de Partículas atinge novo recorde de energia Resultado “aumenta o potencial de descoberta da máquina”



O Grande Acelerador de Partículas (LHC) do Laboratório Europeu de Física Nuclear (CERN) atingiu esta madrugada um novo recorde mundial de energia, apenas seis semanas depois de começar a funcionar depois de uma paragem técnica para manutenção.

Pouco depois das 00:01 de hoje [menos uma em Portugal], dois feixes de protões que circulavam em direções opostas dentro do anel do LHC colidiram “ao nível de quatro pontos de interação”, gerando uma energia recorde de 8 TeV, (teraelectronvoltios), comunicou o CERN.

Este resultado “aumenta consideravelmente o potencial de descoberta da máquina”, adiantou a instituição.
O objetivo da experiência é obter novas partículas, cuja existência já foi enunciada em tratados teóricos mas que nunca foram vistas, a partir das colisões entre protões com uma energia tão elevada.

A nova partícula mais procurada é o bosão de Higgs, a partícula sobre a qual repousam as bases do Modelo Estandarte da física e que é, até agora, a única explicação disponível sobre uma questão tão fundamental como a origem da matéria.

Em Dezembro último, as equipas dos detetores do LHC que procuram novas partículas anunciaram os resultados obtidos atá então, que davam indícios da presença do bosão de Higgs, mas a um nível estatístico ainda insuficiente para proclamar a grande descoberta.

Familiar do T.rex é o maior animal conhecido com penas


Um familiar do Tyrannosaurus rex recentemente descoberto é o maior animal com penas conhecido, vivo ou extinto.

No nordeste da China, uma equipa de cientistas da Academia de Ciências Chinesa de Pequim descobriu três fósseis, um adulto e dois juvenis de uma nova espécie de dinossáurio. Esta nova espécie, designada Yutyrannus, era um dinossauro carnívoro que atingia os 1400 kg na idade adulta e é o maior animal com penas conhecido, vivo ou extinto.
O Yutyrannus viveu há cerca de 125 milhões de anos e pertence à família dos Tyrannosauridae, grupo a que também pertence o Tyrannosaurus rex.
Esta descoberta desafia as teorias aceites sobre a evolução do Tyrannosaurus rex. O T.rex, assim como outros membros da sua família, viveram na Terra até há 65 milhões de anos quando ocorreu a extinção em massa dos dinossáurios. Até aqui pensava-se que os seus familiares mais antigos eram muito mais pequenos. Contudo, esta nova espécie é um exemplo mais antigo da família dos Tyrannosauridae, mas não é mais pequena.
Este dinossáurio partilha algumas características com o T.rex mas apresenta três dedos funcionais, enquanto o T. rex tem apenas dois e, um pé típico de outros tiranossauros mais antigos. Contudo, a característica mais notável do Yutyrannus é a sua extensa plumagem, o que constitui uma prova da existência de grandes dinossauros com penas. o seu nome significa “tirano de penas bonitas” .
Os cientistas acham que as penas possam ter funcionado como isolamento ou utilizadas nos rituais de acasalamento ou de luta.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fóssil de jibóia de 14 metros dá pistas sobre o clima da Terra


A descoberta recente de uma cobra gigante de 14 metros para além de emocionante pode dar algumas pistas sobre a história do clima na Terra e levanta a questão se um dia poderão voltar.
Há cerca de 58 milhões de anos, uma cobra monstruosa deslizava nas florestas pantanosas da América do Sul. Este réptil gigante pesava mais de uma tonelada e media 14 metros de comprimento.
“Nunca nos sonhos mais loucos esperávamos encontrar uma jibóia com 14 metros. A maior cobra atualmente tem metade do tamanho”, refere Carlos Jaramillo, cientista do Instituto de Investigação Tropical do Smithsonian e membro da equipa que realizou a descoberta.
Esta cobra chamada Titanoboa não era venenosa. Matava as suas presas com uma força de constrição de cerca de 181 kg por centímetro quadrado.

O fóssil da Titanoboa foi descoberto numa escavação na mina de carvão Cerrejon, no norte da Colômbia. Em 2002, os cientistas tinham descoberto naquele local os restos de uma floresta tropical do Paleoceno. Para além de folhas e plantas fossilizadas, foram encontrados vários répteis de grandes dimensões.
“O que encontrámos foi um mundo perdido de répteis gigantes: tartarugas do tamanho de mesas de cozinha e os maiores crocodilos na história dos registos fósseis”, explicou Jonathan Bloch, especialista em evolução de vertebrados da Universidade da Florida.
“Depois da extinção dos dinossauros, a Titanoboa, era o maior predador na superfície do planeta pelo menos durante 10 milhões de anos”, refere Bloch.
Para saberem exatamente como seria a Titanoboa, os cientistas precisavam do seu crânio mas “ao contrário dos nossos, os crânios das cobras não estão fundidos (…) estão conectados com tecido”, explicou Jason Head, especialista em cobras da Universidade do Nebraska. “Quando o animal morre, o tecido decompõem-se e os ossos individuais dispersam-se.”
Contudo, como a Titanoboa é tão grande, os ossos do crânio são também grandes, pelo que a equipa conseguiu recuperar os restos de três crânios o que possibilitou a sua reconstrução. Atualmente está em exposição uma réplica deste gigante no Museu de História Natural Smithsonian em Washington.
Para além da emoção de descobrir uma nova espécie, este réptil pode também ajudar a desvendar a história do clima na Terra. As cobras não são capazes de regular a sua temperatura corporal e dependem do calor externo para se manterem quentes e sobreviverem.
“Achamos que a Titanoboa era tão grande porque era muito mais quente no equador (...) há 60 milhões de anos. Pensamos que é por isso que, de uma forma geral, os répteis eram maiores.”
“Uma grande lição que aprendemos com os fósseis de Cerrejon é que as plantas tropicais e o ecossistema têm a capacidade de lidar com altas temperaturas e níveis altos de CO2, uma grande preocupação com a atual tendência de aquecimento global.”
“À medida que a temperatura aumenta, há a possibilidade da [Titanoboa] voltar. Mas é necessário tempo geológico para desenvolver uma nova espécie. Pode demorar um milhão de anos, mas pode voltar”, refere Jaramillo.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Fonte: www.bbc.co.uk

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Shale gás: Portugal tem reservas da energia que faz tremer o uso do petróleo

Falar Global - Shale Gás (Gás de xisto) - TECNOLOGIA - Reportagem


Este tipo de gás está a ganhar terreno nos Estados Unidos e sabe-se agora que Portugal também pode ter condições para explorar este recurso que se apresenta agora como uma alternativa energética consistente
Os avanços tecnológicos permitiram ultrapassar uma série de barreiras que impediam a extração de um tipo de gás, não convencional, cuja formação ocorre em argilas betuminosas.
O shale gás encontra-se a grandes profundidades, entre os seiscentos e os três mil metros. As formações deste gás prolongam-se por vários quilómetros de extensão e a única forma de acompanhar essas camadas de subsolo é através da perfuração horizontal, uma técnica que é complementada pela fraturação hidráulica que consiste na "estimulação do reservatório através da injeção de água a grande pressão, químicos e areia para criar porosidade e impermeabilidade artificialmente", explica Diogo Rosa do Laboratório Nacional de Energia e Geologia.
Presente no Bombarral, Cadaval e Alenquer
Os Estados Unidos da América são o maior produtor mundial de shale gás. As estimativas indicam que as reservas deste gás na América do Norte têm capacidade para abastecer os EUA nos próximos 45 anos. Os olhos viram-se agora para Europa e Portugal faz parte da lista de países com formação de shale gás. De acordo com os estudos realizados em território nacional, "a formação da Brenha será a formação com mais interesse para o shale gás, portanto, esta formação está presente nos conselhos de Bombarral, Cadaval, Alenquer, logo, aí será o local onde poderá haver mais potencial", acrescenta Diogo Rosa.
Vantagens da exploração de shale gás
Em termos de consumo o shale gás é um recurso mais barato e menos poluente, ainda assim, para os especialistas a exploração deste gás levanta questões quanto às consequências para o meio ambiente, nomeadamente para contaminação das reservas de água potável existentes nos lençóis freáticos.
Na Europa este mercado está a crescer e para além de Portugal há registo de potenciais reservas na Eslováquia, Ucrânia e França. A Polónia e a Alemanha já iniciaram alguns projetos de exploração.
Fonte:  aeiou.expresso.pt a 6 de janeiro de 2012

Encontrado maior crânio de dinossauro da Europa Fósseis do Turiasaurus riodevensis foram achados na Espanha; animal tinha 30 metros de comprimento


A Fundação Dinópolis de Teruel, um instituto de paleontologia da Espanha, apresentaram nesta terça-feira, 3, o fóssil do maior crânio de dinossauro encontrado na Europa. Os ossos pertencem ao Turiasaurus riodevensis, um saurópode que viveu há 145 milhões de anos, tinha mais de 30 metros de comprimento e pesava 40 toneladas.
Turiasaurus riodevensis é agora o dinossauro 'mais completo da Península Ibérica' - Reprodução/BBC
Reprodução/BBC
Turiasaurus riodevensis é agora o dinossauro 'mais completo da Península Ibérica'
Os restos fósseis, mais de 24 ossos cranianos e sete dentes, apresentados pelo Laboratório de Paleontologia da fundação, foram encontrados durante escavações em 2005 em Riodeva - daí o nome científico do réptil.
De acordo com os pesquisadores, os crânios deste tipo de dinossauro "raramente se conservam" porque são extremamente frágeis - quatro de cada cinco saurópodes foram encontrados sem crânio. Ainda assim, os restos forneceram informações para descobrir e reproduzir 70% do osso completo depois de anos de análise.
O Turiasaurus riodevensis é agora o dinossauro "mais completo da Península Ibérica" agora que seus ossos cranianos foram encontrados, dizem os paleontólogos, que publicaram a descoberta no Journal of Systematic Paleontology (Jornal de Paleontologia Sistemática, em português).
Os restos indicam que se tratava de um animal herbívoro, com um crânio de 78 centímetros, e supõem uma nova reconstituição do esqueleto desse animal, do qual já obtiveram 55%. Os primeiros fósseis dele foram encontrados em 2003.
Entre os saurópodes gigantes encontrados até agora estão o Argentinosaurus (América do Sul), o Seismosaurus (América do Norte), o Mamenchisaurus (Ásia), o Giraffatitan e o Paralititan (África). Além do Turiasaurus, apenas o Mamenchisaurus e o Giraffatitan tiveram seus crânios encontrados.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Causas do aquecimento global

Oi eu decidi dar a todos vos um pequeno estabelecimento sobre o Aquecimento Global.



O que causa o aquecimento global?
Os cientistas passaram décadas para descobrir o que está causando o aquecimento global. Eles analisaram os ciclos naturais e eventos que são conhecidos por influenciar o clima. Mas a quantidade eo padrão de aquecimento que foi medido não pode ser explicado por estes factores por si só. A única maneira de explicar o padrão é incluir o efeito de gases de efeito estufa (GEE) emitidos por seres humanos.
Para trazer todas estas informações, as Nações Unidas formou um grupo de cientistas chamado de Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas , ou IPCC. O IPCC se reúne a cada poucos anos para rever as últimas descobertas científicas e escrever um relatório que resume tudo o que se sabe sobre o aquecimento global. Cada relatório representa um consenso ou acordo, entre centenas de cientistas de renome.


Um dos primeiros cientistas coisas aprendidas é que existem vários gases de estufa responsáveis ​​pelo aquecimento, e os seres humanos emitem eles em uma variedade de maneiras. A maioria vem da queima de combustíveis fósseis em automóveis, fábricas e produção de electricidade. O gás responsável pela maior parte do aquecimento é o dióxido de carbono, também chamado de CO2. Outros colaboradores incluem metano liberado de aterros sanitários e agricultura (especialmente do sistema digestivo dos animais de pasto), óxido nitroso provenientes de fertilizantes, gases utilizados para processos de refrigeração e industrial, ea perda de florestas que poderiam armazenar CO2.
Gases de efeito estufa diferentes têm muito diferentes de calor-caça com armadilhas habilidades. Alguns deles podem até mesmo prender mais calor que o CO2. Uma molécula de metano produz mais de 20 vezes o aquecimento de uma molécula de CO2. O óxido nitroso é 300 vezes mais poderoso que o CO2. Outros gases, como os clorofluorocarbonetos (que tenham sido proibidos em muitas partes do mundo, porque eles também degradam a camada de ozônio), têm calor-caça com armadilhas potenciais milhares de vezes maior do que o CO2. Mas porque as suas concentrações são muito mais baixos do que o CO2, nenhum desses gases adiciona o calor tanto para a atmosfera como CO2 faz.
Para entender os efeitos de todos os gases juntos, os cientistas tendem a falar sobre todos os gases de efeito estufa em termos de quantidade equivalente de CO2. Desde 1990, as emissões anuais subiram cerca de 6 bilhões de toneladas de "equivalente de dióxido de carbono" em todo o mundo, mais do que um aumento de 20 por cento.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Tornado solar gigante filmado pela primeira vez Registo apresentado no encontro anglo-germânico de Astronomia que se realiza em Manchester

Cientistas da Universidade de Aberystwyth (Reino Unido) dão a conhecer uma filmagem realizada em Setembro de 2011 de um tornado solar cinco vezes maior do que a Terra. O gigantesco tornado, “único e espectacular”, segundo os investigadores, foi detectado pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO), um satélite da NASA, lançado há dois anos e que se dedica a estudar o comportamento da nossa estrela. Esta é a primeira vez que um tornado desta dimensão é filmado.
Antes, o satélite SOHO tinha já descoberto tornados mais pequenos, “mas que não puderam ser gravados”, diz o investigador Xing Li, um dos cientistas que descobriu o fenómeno. A equipa acredita que o tornado está relacionado com o desencadeamento das tempestades solares, que se registaram naquele mês.
300 mil quilómetros por hora
A sonda detectou gases muito quentes – entre 50 mil e 2 milhões de graus Kelvin – em forma de espiral. Viajaram aproximadamente 200 mil quilómetros em trajectórias helicoidais por um período de três horas. Estes gases solares movem-se a 300 mil quilómetros, o dobro da velocidade máxima dos tornados terrestres.
Os tornados ocorrem frequentemente na raiz de enormes explosões de massa coronal. Quando se dirigem para a Terra, estas explosões podem provocar danos significativos aos satélites e até danificar a rede eléctrica.
As últimas tempestades solares, que ocorreram entre 8 e 10 de Março, obrigaram a desviar voos sobre o Árctico e afectaram as comunicações por rádio em alguns pontos do planeta. A energia que largaram na atmosfera superior da Terra era suficiente para abastecer todas as casas de uma cidade do tamanho de Nova Iorque durante dois anos.